Torres diz que “jamais daria condições” para atos de 8 de janeiro
Declarações foram feitas durante audiência de custódia no dia 14
Declarações foram feitas durante audiência de custódia no dia 14
O ex-ministro da
Justiça e Segurança Pública e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito
Federal Anderson Torres declarou em depoimento que “jamais daria condições”
para realização dos atos de 8 de janeiro em Brasília.
Declarações foram
feitas durante audiência de custódia realizada no dia 14 de janeiro, após
Torres ser preso ao chegar no aeroporto de Brasília, e tornadas públicas nesta
segunda (23). Torres também disse que não faz parte da “guerra ideológica” e
que não questionou o resultado das eleições.
No início do
depoimento, o ex-ministro disse que não tem nada a ver com os fatos e que
recebeu a notícia da expedição do mandado de prisão pelo ministro Alexandre de
Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto estava de férias nos
Estados Unidos como um “tiro de canhão no peito”.
“Essa prisão e essa
acusação me pegaram muito de surpresa. A audiência de custódia não é o local de
falar nada sobre isso, mas quero dizer que não tenho nada a ver com os fatos.
Isso foi um tiro de canhão no meu peito. Eu estava de férias, umas férias
sonhadas por mim e pela minha família. Isso foi um tiro de canhão no meu peito.
No segundo dia de férias, acontece esse crime horrendo em Brasília, esse
atentado contra o país e eu fui responsabilizado por isso. Eu jamais daria
condições de isso ocorrer, eu sou profissional, sou técnico e jamais faria
isso”, afirmou.
O ex-ministro
declarou que “tentou acalmar” o momento delicado entre os Poderes durante o
período em que comandou o Ministério da Justiça e Segurança Pública, inclusive
visitando ministros do STF.
“Eu saio todo dia
de casa às 7 da manhã e chego meia-noite. Desculpe o desabafo, mas sendo
acusado de terrorismo, golpe de Estado? Pelo amor de Deus, o que está
acontecendo? Essa guerra que se criou no país, essa confusão entre os Poderes,
essa guerra ideológica. Eu não pertenço a isso, eu sou um cidadão equilibrado e
essa conta eu não devo”, concluiu.
A audiência de
custódia objetiva verificar as condições do momento da prisão. Dessa forma,
Torres não foi indagado sobre as acusações de omissão na segurança dos prédios
públicos durante os atos e sobre a minuta de decreto presidencial encontrada em
sua casa durante busca a apreensão da Polícia Federal.
O texto previa uma intervenção militar na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para contestar a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022.
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