Deputado Pezenti cobra maior fiscalização na entrada do alho argentino no Brasil
SC enfrenta hoje dificuldades para manter o cultivo da hortaliça
SC enfrenta hoje dificuldades para manter o cultivo da hortaliça
O apelo de milhares de produtores de alho de Santa Catarina, preocupados com a importação do produto argentino, foi levado ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, nesta semana, pelo deputado federal Pezenti. O estado é o terceiro maior produtor do país.
“São pequenos produtores que nunca precisaram tanto de apoio como agora. Temos trabalhado lado a lado com a ANAPA por essas famílias, por esse setor tão importante para a nossa economia. Queremos apenas o cumprimento da legislação, que o ministério cumpra a Portaria que ele próprio editou”, explicou Pezenti.
O ministro Fávaro entendeu a grave situação exposta pelo deputado e garantiu intensificar a fiscalização na fronteira com efeitos práticos já a partir da próxima semana.
As principais portas de entrada das importações são as cidades de São Borja (RS), Foz do Iguaçu (PR) e Porto Xavier (RS). A fiscalização nessas regiões será importante para coibir as fraudes e as práticas desleais ao comércio, além de contribuir para a segurança alimentar dos brasileiros.
Pioneiro na produção do alho roxo no Brasil nos anos 70, o estado de Santa Catarina enfrenta hoje dificuldades para manter o cultivo da hortaliça. Os produtores estão sendo afetados pela forte entrada de alho do país vizinho no mercado brasileiro fora das regras definidas pela Portaria n° 435, que define o padrão de qualidade e a classificação para o alho.
Em 2022, a Argentina foi responsável por 73% do alho que chegou ao Brasil, o que equivale a 8,73 milhões de caixas de 10kg – o maior valor registrado desde 1997 (9,24 milhões de caixas). Os produtores do Sul são os mais impactados pelo alho argentino devido à safra coincidente. Somente em dezembro, o total internalizado de alho foi quase 1,5 milhão de caixas, um recorde para o mês.
Por fazer parte do Mercosul, o alho vindo da Argentina não paga imposto de importação, mas precisa adequar-se às normas e padrões de classificação. No entanto, segundo denúncias das associações de produtores do Sul do Brasil, boa parte de lá importado não seguiu as regras definidas para o bloco.
A reunião contou também com a presença da diretora executiva da Associação Nacional dos Produtores de Alho (Anapa), Tatiana Reis.
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