Fiscalização revela que 57% das salas de aulas do país são inadequadas
Ação de tribunais de Contas foi chamada de Operação Educação
Ação de tribunais de Contas foi chamada de Operação Educação
Fiscalização feita
por 32 tribunais de Contas, nos últimos dias 24, 25 e 26, constatou que 57% das
salas de aulas visitadas no país são inadequadas como local de estudo. Ao longo
de três dias, os fiscais foram a 1.082 escolas públicas, estaduais e
municipais, de 537 cidades de todos os estados e do Distrito Federal.
Foram averiguados,
aproximadamente, 200 itens de infraestrutura nos colégios. Os principais
problemas encontrados foram janelas, ventiladores e móveis quebrados;
iluminação e ventilação insuficientes; infiltrações e paredes mofadas. Também
foram detectadas falhas na limpeza e higienização das dependências escolares.
“Numa determinada
unidade de ensino, dentro da sala de aula estava também o fogão e o botijão de
gás para o preparo da merenda escolar, com a panela de pressão em cima do
fogão”, destacou o presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas
do Brasil (Atricon), Cezar Miola.
A ação, chamada de
Operação Educação, feita pela Atricon em parceria com o Tribunal de Contas do
Estado de São Paulo (TCESP), encontrou 31% das escolas visitadas sem coleta de
esgoto e 8%, sem coleta de lixo.
Em 89% dos colégios
vistoriados não havia Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento
que atesta o cumprimento de regras de combate a incêndios. O levantamento
mostrou ainda que 86% das escolas não tinham hidrantes; 44% não tinham extintores;
e 28% estavam com extintores fora da validade.
“É inadmissível que
lugares com tamanha circulação de pessoas, crianças, em sua maioria, não
atendam a critérios básicos de segurança. Além disso, sabemos que, para um bom
aprendizado, não bastam livros e professores. O ambiente que cerca o aluno
também é importantíssimo. Como podemos esperar que esses jovens retenham
conhecimento em condições tão adversas?”, destacou o presidente do TCSP, Sidney
Beraldo.
Livros e
computadores
A fiscalização
encontrou ainda 63% das escolas sem bibliotecas; 63% sem sala de leitura; e 88%
sem laboratório ou sala de informática. Na área de segurança, 57% dos colégios
não tinham nenhuma câmera de monitoramento; 45% estavam sem vigilância
particular ou ronda escolar; e 87% não tingam botão de pânico ou equipamento
equivalente.
Os fiscais
encontraram em 53% das escolas visitadas problemas na entrada do prédio. Entre
elas, 17% tinham muro ou paredes com buracos que permitem o acesso de
estranhos; 8% tinham portão vandalizado ou danificado; e 10% tinham controle de
portaria inadequado.
“Os Tribunais de Contas, com esses elementos, terão subsídios para novas fiscalizações, recomendações e determinações e, conforme o caso, até a aplicação de sanções. E, quanto aos recursos necessários, é preciso lembrar que os valores não investidos em 2020 e 2021 na manutenção e desenvolvimento do ensino deverão ser aplicados pelos municípios e pelos estados, agora em 2023”, ressaltou Miola.
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