Polícia Militar diz que Torres recebe tratamento adequado na prisão
Corporação alerta, porém, que caso exige acompanhamento frequente
Corporação alerta, porém, que caso exige acompanhamento frequente
A Polícia Militar
do Distrito Federal (PMDF) declarou, nesta terça-feira (2), que não é
necessária a transferência do ex-ministro da Justiça Anderson Torres do
batalhão de aviação da corporação para um hospital penitenciário. O ofício foi
enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) após solicitação do ministro
Alexandre de Moraes.
Segundo a PMDF,
Torres tem sido atendido de maneira adequada nas instalações do batalhão, onde
está preso desde janeiro. Contudo, a PM alertou que o caso exige acompanhamento
frequente.
"As
instalações do Batalhão de Aviação Operacional (Bavop) parecem adequadas para o
estado atual de saúde mental do custodiado. Entretanto, uma vez que se perceba
alguma intenção para o autoextermínio, o local realmente não será adequado,
pois há muita privacidade, principalmente durante à noite, e múltiplos objetos
dos cômodos em que se encontra podem ser usados com esse objetivo",
informou a corporação.
Na semana passada,
a defesa do ex-ministro atribuiu a "lapsos de memória" a entrega de
senhas inválidas do celular e do armazenamento em nuvem para a investigação da
Polícia Federal (PF) que apura os atos golpistas de 8 de janeiro.
Segundo a defesa,
devido à gravidade do quatro psíquico e aos medicamentos que o ex-ministro está
tomando, é possível que "as senhas tenham sido fornecidas equivocadamente,
dado o seu grau de comprometimento cognitivo".
Diante das
alegações, Moraes determinou que a Secretaria de Administração Penitenciária do
Distrito Federal informasse se recomenda a transferência de Torres para um
hospital penitenciário e se o batalhão da PM tem condições de mantê-lo no
local.
Liberdade
No final da tarde,
defesa de Anderson Torres fez um novo pedido de liberdade ao Supremo.
No recurso, os
advogados anexaram o laudo produzido por uma médica psiquiatra da rede pública
do Distrito Federal a favor da prisão domiciliar.
Segundo a médica,
Torres está apresentando crises de ansiedade, angústia, sensação de falta de
ar, angústia, tristeza profunda, com choros intensos e ininterruptos.
"Houve, dessa
forma, necessidade de novo reajuste medicamentoso, pois, dentro desse contexto,
vem aumentando o risco de tentativa de autoextermínio. Ainda com intuito de
conter a progressão dessas crises e prevenção de suicídio, indico internação
domiciliar", diz o relatório.
Na petição, a
defesa também reafirmou que Anderson Torres não foi conivente com a invasão de
prédios públicos no dia 8 de janeiro e que ele deve ser solto por não oferecer
riscos às investigações.
"Anderson Torres não ocupa mais cargo na administração do Distrito Federal, vem cooperando com as investigações, não oferece risco de fuga, possui residência fixa, ocupação profissional lícita, tem bons antecedentes, não representa um perigo para a sociedade, ao passo que não tem condições de interferir no curso das investigações ainda em andamento, que, a propósito, já caminham para a sua conclusão", concluiu a defesa.
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