Fachin mantém decisão que obriga uso de câmeras pela polícia do Rio
Para governo do Rio, instalação do equipamento prejudica investigações
Para governo do Rio, instalação do equipamento prejudica investigações
O ministro Edson
Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve nesta terça-feira (6) a
decisão que obriga o governo do Rio de Janeiro a instalar câmeras e
equipamentos de geolocalização nos uniformes dos policiais do estado.
Além da instalação
dos equipamentos, a decisão determina que as imagens captadas sejam
armazenadas e compartilhadas com o Ministério Público, a Defensoria Pública e
vítimas de violência policial quando solicitadas.
No mês passado, o
governo do Rio participou de uma audiência de conciliação no Supremo e alegou
que a instalação das câmeras prejudica ações de investigação e coloca em risco
a segurança dos agentes.
No entanto, na nova
decisão, Fachin manteve a obrigatoriedade na instalação, mas permitiu que sejam
listados procedimentos que possam interferir em atividades de inteligência.
"Essas
atividades, no entanto, não coincidem necessariamente com todas as operações
realizadas por batalhões ou unidades especiais ou mesmo por todos os agentes
que integram essas unidades. Sempre que houver emprego de força não relacionado
às atividades de inteligência devem os agentes do Estado portar as câmeras
corporais", decidiu.
Histórico
Em dezembro do ano
passado, Edson Fachin determinou que o governo do Rio apresentasse um
cronograma para instalação das câmeras. A medida foi tomada após a decisão da
Corte que obrigou a corporação a instalar os equipamentos para combater a falta
de investigação da morte de cidadãos durante confrontos entre policiais e
criminosos nas comunidades do Rio.
Em agosto de 2020,
o STF restringiu a realização de operações policiais na capital fluminense.
Pela decisão, as operações poderiam ser deflagradas somente em casos
excepcionais. E a polícia tem que justificar as medidas por escrito e
comunicá-las ao Ministério Público estadual, órgão responsável pelo controle
externo da atividade policial.
A medida foi tomada após a morte da menina Ágatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, no Complexo do Alemão, em setembro de 2019.
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