Moraes volta a defender regulação de redes em evento
Ministro do Supremo acusou big techs de "má vontade"
Ministro do Supremo acusou big techs de "má vontade"
O ministro
Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou, nesta
terça-feira (13), a defender a regulação das redes sociais e da atuação das
grandes empresas de tecnologia no país, depois de afirmar que as chamadas big
techs têm “má vontade” em retirar do ar conteúdos ilícitos que atacam a
democracia.
Moraes disse que as
empresas “já têm o mecanismo” para remover publicações ligadas a pedofilia e
outros crimes, e que bastaria estender tais ferramentas para englobar os
ataques à democracia e os crimes de ódio, como manifestações nazistas. “O que
tem é má vontade, comodismo. É muito dinheiro envolvido. Se é má vontade, tem
que ser regulamentado. Faz parte da democracia”, afirmou.
Ele acrescentou que
se o Congresso não promover tal regulamentação, como é discutido no chamado
Projeto de Lei das Fake News (PL 2630/2020), o Supremo deverá atuar sobre o
tema, por meio de uma ação que questiona trechos do Marco Civil da Internet.
“Sempre é bom uma regulamentação, mas se não houver isso, o Judiciário,
instigado, provocado, ele tem que se manifestar, e vai julgar”, disse o Moraes.
Como presidente do
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições, Moraes contou a
experiência de ouvir das empresas a alegação de não ser possível remover posts
em até uma hora, conforme determinação da Corte Eleitoral. O ministro, contudo,
rebateu afirmando que era, sim, possível. “Com um aperto de botão e 100 mil
reais de multa por hora, tudo é possível”, disse ele.
As falas ocorreram
durante evento para convidados organizado pela revista piauí e patrocinado pelo
YouTube, que pertence à Google, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo
e que é alvo de um inquérito relatado pelo próprio Moraes.
A investigação que
tem o Google como alvo foi aberta a pedido da Procuradoria-Geral da República
(PGR), depois da empresa ter promovido uma campanha contra o PL das Fake
News nas vésperas de ele ser votado no plenário da Câmara. Tal campanha
acabou resultado no adiamento sem prazo da votação.
Como o Google domina o mercado de buscas na internet, sendo usado por 97% dos brasileiros que utilizam esse tipo de serviço, a PGR quer apurar o possível abuso de poder econômico por parte da empresa no episódio.
Cadastre seu email e receba nossos informativos e promoções de nossos parceiros.
Secretaria de Educação convida comunidade para inauguração das reformas da UEI Centro
Prefeitura de Indaial realiza assinatura da ordem de serviço para pavimentação da Rua C...
Timbó é reconhecida com Selo Ouro do Sebrae por excelência no atendimento
Indaial é finalista no Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora com projeto inovador no tu...
ROMAN RAITER - JUSTIÇA AO OASE