Alvo de operação da PF, Pablo Marçal diz ser “perseguido político”
Coach teve as candidaturas à Presidência e à Câmara impugnadas
Coach teve as candidaturas à Presidência e à Câmara impugnadas
Alvo de uma
operação da Polícia Federal (PF) deflagrada nesta quarta-feira (8) para apurar
falsidade ideológica eleitoral, apropriação indébita eleitoral e lavagem de
capitais durante a última eleição, o coach, influenciador digital e
ex-candidato à Presidência da República e a deputado federal Pablo Marçal disse
se considerar “um perseguido político no Brasil”.
Por meio de suas
redes sociais, Marçal confirmou ter sido alvo da operação da Polícia Federal.
“Não fui acordado pela PF hoje porque as 3h45 eu já estava acordado colocando
pressão no sol. Fizeram busca e apreensão na minha casa com esse documento e
não acharam nenhuma irregularidade. Fizeram buscas em sete endereços [três
empresas, dois sócios, um advogado e levaram apenas celular e notebook, como de
praxe]”, escreveu o coach em seu Facebook.
Para Marçal,
“trata-se de uma investigação eleitoral sobre as doações lícitas que
movimentamos para usar as aeronaves e veículos de propriedade empresarial do
grupo societário que faço parte com o escopo eleitoral. Quero ressaltar que a
perseguição política engendrada contra a minha pessoa é fruto do pacote que
todos estão sofrendo por terem apoiado o [ex] presidente [Jair] Bolsonaro”,
escreveu.
“Claramente existe
uma tentativa de silenciar as vozes daqueles que defendem a liberdade nessa
nação. Coloco tudo à disposição e acredito que a Justiça Eleitoral usará da
firmeza da lei para cessar essa revolta instaurada sobre mim”, disse Marçal.
A operação foi
batizada de Ciclo Fechado e realizada nos municípios paulistas de Barueri e
Santana do Parnaíba. Segundo a Polícia Federal, “o investigado, que foi
candidato a presidente da República e à Câmara dos Deputados, e seu sócio,
realizaram doações milionárias às campanhas, sendo que boa parte desses valores
foi remetido posteriormente às próprias empresas das quais são sócios”.
Em agosto do ano
passado, Pablo Marçal chegou a lançar sua candidatura à Presidência da
República pelo Pros. Sua candidatura, no entanto, foi questionada no Tribunal
Superior Eleitoral (TSE), que decidiu rejeitá-la. Então, ele decidiu se
candidatar a deputado federal, mas teve também o seu registro rejeitado
pelo TSE.
Por nota enviada à
imprensa no final da tarde de hoje, o advogado Tassio Renam, que defende Pablo
Marçal, informou que a operação é resultado de uma investigação eleitoral
conduzida pela 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, que visa apurar
movimentações financeiras ocorridas nas campanhas para presidente da República
e deputado federal.
Segundo o advogado,
hoje foram cumpridos mandados de busca e apreensão no endereço residencial de
Pablo Marçal e também em três de suas empresas, além de diligências na
residência de um sócio dele. Também foram feitas diligências na residência do
advogado. De acordo com ele, apenas computadores e celulares dos investigados
foram apreendidos pelos agentes da polícia federal.
“Cumpre esclarecer
que em nenhuma das campanhas foram utilizados recursos de origem partidária,
sendo todas as despesas de campanha pagas através de recursos próprios ou de
doações de terceiros. O cerne da investigação gira sobre o fato de Pablo ter
sido o maior doador de sua campanha, e ter locado veículos e aeronaves de
empresas da qual faz parte do quadro societário, movimento esse que não
infringe qualquer norma legal, uma vez que foram utilizados os instrumentos
jurídicos aceitáveis pela justiça eleitoral”, disse o advogado.
“Reiteramos que nenhum ilícito foi praticado e nenhum centavo de dinheiro público foi utilizado nas campanhas eleitorais, sendo todas as prestações de contas apresentadas aos tribunais eleitorais competentes para julgamento”, acrescentou Renam.
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