Presidente da CPMI do 8 de janeiro impõe restrições à imprensa
Sindicato e Fenaj repudiam censura ao trabalho jornalístico
Sindicato e Fenaj repudiam censura ao trabalho jornalístico
O presidente da
CPMI dos atos de 8 de janeiro, deputado federal Arthur Maia (União-BA), editou
ato nesta segunda-feira (28) que determina uma série de restrições o trabalho
dos profissionais de imprensa.
Maia impôs um
credenciamento específico para jornalistas acompanharem a CPMI. O Senado
Federal e a Câmara dos Deputados já têm um credenciamento para jornalistas
trabalharem nas Casas Legislativas, mas o ato define um novo credenciamento
para os jornalistas e fotógrafos.
O ato proíbe ainda
que jornalistas credenciados interfiram nos trabalhos da CPMI; que façam a
captura de imagens de conteúdo privado de integrantes da comissão sem
autorização; e que divulguem informações privadas ou confidenciais da CPMI sem
autorização.
O deputado Arthur
Maia ainda determinou que qualquer violação das novas regras sujeita o
profissional a sanções, além de responsabilização civil e penal.
“Embora o direito à
liberdade de expressão e seu corolário–consubstanciado na liberdade de imprensa
– consistam em pilares do Estado Democrático de Direito, não há direito
absoluto no ordenamento jurídico pátrio, de maneira que tal previsão deve ser
sopesada com os direitos próprios da personalidade, como o direito à intimidade
e proteção da vida privada”, argumenta o deputado no ato.
O Sindicato de
Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) e a Federação Nacional
dos Jornalistas (Fenaj) divulgaram nota em que classificam como censura à
imprensa as restrições impostas pelo presidente da CPMI.
“Não cabe a uma
autoridade do colegiado definir qual jornalista ou fotógrafo pode ou não cobrir
uma sessão de uma comissão do Congresso Nacional, ou o que pode o não reportar
à sociedade, por isso apelamos para que as decisões sejam revistas. Os profissionais
de imprensa não podem ficar à mercê da discricionariedade do presidente da CPMI
ou de qualquer outra autoridade de colegiado do Legislativo, sob pena de se
fazer avançar o cerceamento ao trabalho dos jornalistas dentro do Congresso
Nacional”, diz a nota.
Na semana passada,
o repórter fotográfico da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) Lula
Marques foi impedido de acessar as sessões da CPMI por decisão de Arthur
Maia, após o profissional divulgar fotos de uma conversa de um senador
integrante da comissão em um aplicativo de celular.
O presidente
da EBC, Hélio Doyle, afirmou, em nota, que a decisão viola o livre
exercício da profissão e a liberdade de imprensa, além de ser autoritária e
injustificável. Ele pediu que a medida seja revista.
“Essa decisão, que
viola o livre exercício da profissão e a liberdade de imprensa, é autoritária e
injustificável. Por isso, peço ao presidente da CPMI, deputado Arthur Maia, que
reconsidere o descredenciamento do profissional, para que não haja qualquer
restrição ao exercício de sua atividade. Informo que, caso a decisão não seja
revista, a empresa não irá designar outro profissional para a cobertura
fotográfica da CPMI".
A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) também manifestou-se pela revogação da medida.
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