Entenda propostas de mudanças na tributação para super-ricos
Fundos exclusivos e capital em offshore pagarão de 15% a 22,5% de IR
Fundos exclusivos e capital em offshore pagarão de 15% a 22,5% de IR
Com previsão de
arrecadar até R$ 54 bilhões até 2026, a taxação dos investimentos da parcela
mais rica da população depende de votação no Congresso Nacional. Caberá aos
parlamentares aprovar a medida provisória que tributa os fundos exclusivos e o
capital aplicado em offshores (empresas no exterior).
O governo precisa
reforçar o caixa para compensar o aumento do limite de isenção da tabela do
Imposto de Renda, sancionada nesta segunda-feira (28) pelo presidente Luiz
Inácio Lula da Silva. O dinheiro também é importante para cumprir a meta de
zerar o déficit primário em 2024, conforme estipulado pelo novo arcabouço
fiscal, aprovado na última semana pelo Congresso.
Com a resistência
de parlamentares à tributação das offshores, o governo decidiu transferir
o tema para um projeto de lei e passar a tributar os fundos exclusivos,
instrumentos personalizados de investimentos, com um único cotista, que exigem
pelo menos R$ 10 milhões de entrada e taxa de manutenção de R$ 150 mil por ano.
Atualmente, apenas 2,5 mil brasileiros aplicam nesses fundos, que acumulam
patrimônio de R$ 756,8 bilhões e respondem por 12,3% da indústria de fundos no
país.
Atualmente, os
fundos exclusivos pagam Imposto de Renda (IR), mas apenas no momento do resgate
e com tabela regressiva, quanto mais tempo de aplicação, menor o imposto. O
governo quer igualar os fundos exclusivos aos demais fundos de investimento,
com cobrança semestral de IR conhecida como come-cotas. Além disso, quem
antecipar o pagamento do imposto pagará alíquotas mais baixas.
Em relação à
taxação das offshores, que inicialmente estava em medida
provisória mas foi transferida para um projeto de lei, o governo quer
instituir a tributação de trusts, instrumentos pelos quais os investidores
entregam os bens para terceiros administrarem. Atualmente, os recursos no
exterior são tributados apenas e se o capital retorna ao Brasil. O governo
estima em pouco mais de R$ 1 trilhão (pouco mais de US$ 200 bilhões) o valor
aplicado por pessoas físicas no exterior.
Confira as
propostas do governo
Fundos exclusivos
•
Instrumento: medida provisória;
• Como
é: tributação apenas no momento do resgate do investimento;
•
Tributação: alíquota de 15% a 22,5% de Imposto de Renda sobre os
rendimentos uma vez a cada semestre, por meio do mecanismo chamado
“come-cotas”, a partir do ano que vem. Fundos com maiores prazos de aplicação
têm alíquotas mais baixas por causa da tabela regressiva de Imposto de Renda;
•
Atualização antecipada: quem optar por começar a pagar o come-cotas em
2023 pagará 10% sobre o estoque dos rendimentos, passando a pagar de 15% a
22,5% nos anos seguintes. Quem não optar, pagará só em 2024, mas com as
alíquotas mais altas;
•
Previsão de arrecadação: R$ 24 bilhões entre 2023 e 2026, divididos da
seguinte forma:
– R$ 3,21 em 2023;
– R$ 13,28 bilhões em 2024;
– R$ 3,51 bilhões em 2025;
– R$ 3,86 bilhões em 2026.
Offshore e trusts
•
Instrumento: projeto de lei;
• Como
é: recursos investidos em offshores, empresas no exterior que abrigam
fundos de investimentos, só pagam 15% de Imposto de Renda sobre ganho de
capital se voltarem ao Brasil;
•
Tributação: cobrança anual de rendimentos a partir de 2024, com alíquotas
progressivas de 0% a 22,5%. Ainda não está claro se alíquotas variarão conforme
o prazo ou o valor aplicado.
•
Forma de cobrança: tributação dos trusts, relação jurídica em que dono do
patrimônio transfere bens para terceiros administrarem.
• Como
funcionam os trusts: atualmente, legislação brasileira não trata dessa
modalidade de investimento, usada para reduzir o pagamento de tributos por meio
de elisão fiscal (brechas na legislação) e facilitar distribuição de heranças
em vida;
•
Atualização antecipada: alíquota de 10% sobre ganhos de capital para quem
atualizar o valor de bens e direitos no exterior para o valor de mercado em 31
de dezembro de 2023. Quem não fizer o procedimento pagará 15%.
•
Previsão de arrecadação: R$ 24 bilhões entre 2023 e 2026, divididos da
seguinte forma:
– R$ 7,05 bilhões em 2024;
– R$ 6,75 bilhões em 2025;
– R$ 7,13 bilhões em 2026.
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