Lula espera que Congresso aprove a taxação de super-ricos
Medida é para proteger os mais pobres, diz o presidente
Medida é para proteger os mais pobres, diz o presidente
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (29), que o estado de bem-estar social que existe em países da Europa, por exemplo, só existe porque há uma contribuição equânime e mais justa do pagamento de imposto de renda pela população.
Esse, segundo ele, é o objetivo do governo com a medida, “justa e
sensata”, anunciada na segunda-feira (28), de taxação de fundos de
super-ricos e do capital aplicado em offshores (empresas no
exterior), que ainda deve ser aprovada pelo Congresso Nacional.
Lula espera que os
parlamentares, “de forma madura”, aprovem os textos enviados pelo Executivo e
“protejam os mais pobres”.
“Aqui no Brasil,
quem paga mais é o mais pobre. O mais pobre paga mais imposto de renda do que o
dono do banco, porque só desconta mesmo de quem vive de salário. As pessoas que
vivem de rendimento, as pessoas que recebem lucro no final do ano, terminam não
pagando imposto de renda. Então, o que nós fizemos é uma coisa justa, sensata,
que eu espero que o Congresso Nacional, de forma madura, ao invés de proteger
os mais ricos, proteja os mais pobres”, disse Lula no programa semanal Conversa
com o Presidente, transmitido pelo Canal Gov.
“É o que o Brasil
está precisando para ser uma sociedade mais democrática, uma sociedade mais
igual”, afirmou. “Queremos criar uma sociedade de padrão de classe média, onde
todos possam ter emprego, todos possam trabalhar, todos possam estudar, todos
possam passear, todos possam ter acesso à cultura, ou seja, as pessoas viverem
mais dignamente”, acrescentou.
O presidente
também sancionou a lei que amplia da faixa de isenção da tabela do
Imposto de Renda para quem ganha até R$ 2.640 ao mês.
O objetivo do
governo é que a isenção do imposto de renda alcance quem ganha até R$ 5
mil. “Já estamos na metade”, disse Lula. “Tem muita gente que ganha muito e
paga muito pouco. E tem muita gente que ganha pouco e paga muito”, argumentou.
Lula também
sancionou a lei que reajusta o salário mínimo para R$ 1.320. Para ele, a
valorização do salário é a forma de distribuir a riqueza do país. “Na medida
que a economia cresça, esse crescimento será repartido com o povo trabalhador,
e isso é que vai permitir que a gente possa utilizar a palavra ‘que estamos
começando a distribuir a riqueza do crescimento desse país’. Se a gente tiver
isso por vários anos, a gente pode transformar a sociedade brasileira em uma
sociedade com melhor qualidade de vida”, afirmou.
O texto sancionado
nesta terça-feira também estabelece a política de valorização do salário
mínimo, que prevê aumento real equivalente à variação positiva do Produto
Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) de dois anos
anteriores ao de vigência do novo valor. A política entrará em vigor a partir
de 2024, quando o salário mínimo deve chegar a R$ 1.461.
Ações
O presidente também
destacou a importância dos investimentos em educação e ciência para o
desenvolvimento do país. Ele lembrou que, neste mês, anunciou no Rio de Janeiro
a primeira Universidade de Matemática do Instituto de Matemática Pura e
Aplicada (Impa).
Segundo Lula, novos
institutos federais também serão construídos em todo o país, e o governo quer
levar uma extensão do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) para o estado
do Ceará, já que 40% dos aprovados no instituto são do Ceará. O ITA é uma instituição
de ensino superior pública da Força Aérea Brasileira, localizado em São José
dos Campos (SP).
Na semana que vem,
o presidente estará em São Paulo para o lançamento das obras de uma nova
faculdade pública na zona leste da capital paulista. “Quanto mais educação a
gente se der, mais chance a gente tem de ser um país desenvolvido, um país que
vai melhorar a vida do povo”, defendeu. “Temos muita gente que é gênio, é só
dar oportunidade para poder aflorar”, acrescentou.
Em São Paulo, está
previsto um ato para o anúncio dos investimentos do governo federal no estado,
como na ferrovia entre Campinas e a capital paulista. Lula espera a
participação do governador Tarcísio de Freitas, que foi ministro no governo de
Jair Bolsonaro e é aliado do ex-presidente.
“Vamos tentar uma participação do governo do estado, se quiser participar. Se não quiser participar, a gente fará o ato do mesmo jeito. Mas como nós somos civilizados, nós vamos fazer e vamos convocar o governador. Porque é importante ele estar, porque os compromissos que nós vamos assumir são com ele também. Se nós vamos emprestar dinheiro do governo federal, do BNDES, para fazer a ferrovia Campinas-São Paulo, nós queremos que o governador esteja presente, afinal de contas é o estado de São Paulo que vai fazer”, disse Lula.
Cadastre seu email e receba nossos informativos e promoções de nossos parceiros.
Indaial é destaque estadual e prefeito recebe prêmio por inovação na educação
Indaial é novamente certificada pelo Ministério do Turismo e integra o Mapa do Turismo B...
Praça do Cidadão terá atendimento em horário reduzido nesta sexta-feira e retoma ativi...
Legislativo aprova quatro projetos na sessão de terça-feira (7)
Timbó é reconhecida com Selo Ouro do Sebrae por excelência no atendimento
Legislativo aprova quatro projetos na sessão de terça-feira (7)
Contribuintes têm até 15 de abril para garantir desconto no IPTU em Timbó
Praça do Cidadão terá atendimento em horário reduzido nesta sexta-feira e retoma ativi...
ROMAN RAITER - JUSTIÇA AO OASE