Barroso é empossado no cargo de presidente do STF
Ele agradeceu sua indicação ao Supremo pela então presidente Dilma Rousseff
Ele agradeceu sua indicação ao Supremo pela então presidente Dilma Rousseff
O ministro Luís Roberto Barroso foi empossado nesta
quinta-feira (28) no cargo de presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ele cumprirá mandato de dois anos e ficará no cargo até outubro de
2025.
O evento seguiu o rito de tradicional. Barroso assinou o
termo de posse e fez juramento à Constituição.
“Prometo bem e fielmente cumprir os deveres do cargo de
presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, em
conformidade com a Constituição e as leis da República”, jurou.
A cerimônia prosseguiu com o discurso de representantes da
Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
O evento foi marcado pela participação da cantora Maria Bethânia, convidada para cantar o Hino Nacional, e também foi acompanhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco.
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No primeiro discurso no plenário da Corte após a
posse, Barroso fez referência aos atos de 8 de
janeiro e disse que os ministros estão unidos em defesa da democracia.
“As instituições venceram, tendo ao seu lado a presença
indispensável da sociedade civil, da imprensa e do Congresso Nacional. E,
justiça seja feita, na hora decisiva, as Forças Armadas não sucumbiram ao
golpismo”, afirmou.
Sobre o papel do Judiciário, Barroso disse que o Supremo não
pratica ativismo judicial e cumpre seu papel. Para o ministro, o tribunal deve
agir com autocontenção e em harmonia com os demais Poderes da República.
“É imperativo que o tribunal aja com autocontenção e em
diálogo com os outros poderes e a sociedade, como sempre procuramos fazer e
pretendo intensificar”, disse.
O presidente também agradeceu sua indicação ao Supremo pela
então presidente Dilma Rousseff.
“Me indicou para o cargo da forma mais republicana que um
presidente pode agir. Não pediu, não insinuou, não cobrou”, garantiu.
Por fim, Barroso destacou as ações afirmativas em defesa dos
direitos fundamentais.
"Também temos atuado, sempre com base na Constituição, em favor do esforço da população negra por reconhecimento e iguais oportunidades, validando as ações afirmativas, imprescindíveis para superar o racismo estrutural. Do mesmo modo, a comunidade LGBTQIA+ obteve neste tribunal o reconhecimento de importantes direitos”, concluiu.
Perfil
Barroso chegou ao Supremo em 2013. Ele foi indicado pela
ex-presidente Dilma Rousseff para a vaga deixada pelo ministro Carlos Ayres
Britto, aposentado em novembro de 2012 ao completar 70 anos.
O ministro nasceu em Vassouras (RJ), é doutor em direito
público pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e mestre em
direito pela Yale Law School, nos Estados Unidos.
Antes de chegar ao Supremo, atuou como advogado privado e defendeu diversas causas na Corte, entre elas a interrupção da gravidez nos casos de fetos anencéfalos, pesquisas com células-tronco, união homoafetiva e a defesa do ex-ativista Cesare Battisti.
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