STF condena mais três réus por envolvimento nos atos de 8 de janeiro
Prevaleceu, ao final, o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes.
Prevaleceu, ao final, o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes.
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou mais três réus por envolvimento nos atos de 8 de janeiro, quando as sedes do Três Poderes foram invadidas e depredadas em Brasília.
Moacir José dos Santos foi condenado a 17 anos de
prisão em regime inicial fechado, João Lucas Vale Giffoni, a 14 anos de prisão
e Davos Baeck, a 12 anos de reclusão.
Os casos foram
julgados no plenário virtual, no qual os ministros têm um período para votar
remotamente, sem deliberação presencial. Todos os réus foram acusados pela
Procuradoria-Geral da República pelos crimes de associação criminosa armada,
abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano
qualificado e depredação de patrimônio tombado.
Apenas no caso de
Davis Baeck houve absolvição dos crimes de dano qualificado e depredação de
patrimônio. Os demais foram condenados por todos os crimes.
Prevaleceu, ao final, o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes.
Ele foi seguido por
Edson Fachin, Rosa Weber, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Os
ministros Cristiano Zanin e Luís Roberto divergiram em parte, absolvendo alguns
dos condenados em relação a crimes específicos.
Já o ministro Nunes
Marques, revisor das ações penais, votou pela condenação apenas pelos crimes de
deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado pela violência e grave
ameaça, absolvendo os acusados dos demais crimes. André Mendonça também votou
por sentenças bem menores que a do relator, ficando vencido.
Duas outras ações
penais, envolvendo as rés Jupira Silvana da Cruz Rodrigues e Nilma Lacerda
Alves, tiveram o julgamento suspenso por um pedido de destaque do ministro
André Mendonça.
Acusados
João Lucas Valle
Giffoni mora em Brasília e foi preso em flagrante pela Polícia Legislativa
dentro do Congresso Nacional. No processo, a defesa de Giffoni sustentou que
ele não participou da invasão do prédio e entrou no Congresso para fugir das
bombas de gás lacrimogêneo. A defesa acrescentou que ele não apoia atos
antidemocráticos e de vandalismo.
A defesa de Moacir
José dos Santos, de Cascavel (PR), preso no Palácio do Planalto, disse que o
réu veio a Brasília para participar de uma manifestação "ordeira e
pacífica", não aderiu aos atos de depredação, nem portava qualquer tipo de
armamento e que entrou no prédio para se proteger.
Davis Baek, morador
de São Paulo, que foi preso na Praça dos Três Poderes, portava dois rojões,
cartuchos de gás lacrimogêneo, uma faca e um canivete. A defesa sustentou que
ele não participou da depredação.
Jupira Silvana da
Cruz Rodrigues vive em Betim (MG) e foi presa no interior do Palácio do
Planalto. Os advogados de Jupira afirmaram que "não há nenhuma
evidência" de que ela tenha participado da depredação. Segundo a defesa,
ela chegou à Esplanada dos Ministérios após o início da depredação e
entrou no Palácio do Planalto para se proteger das balas de borracha e do gás
lacrimogêneo lançados contra os manifestantes que estavam do lado de
fora.
Nilma Lacerda Alves, de Barreiras (BA), também foi presa no Palácio do Planalto. A defesa declarou que a ré não participou das depredações e sustentou que não há provas no processo para justificar a condenação.
Cadastre seu email e receba nossos informativos e promoções de nossos parceiros.
Praça do Cidadão terá atendimento em horário reduzido nesta sexta-feira e retoma ativi...
Contribuintes têm até 15 de abril para garantir desconto no IPTU em Timbó
Legislativo aprova quatro projetos na sessão de terça-feira (7)
Confira os principais assuntos da Sessão desta terça-feira, 07 de abril
ROMAN RAITER - JUSTIÇA AO OASE